https://www.youtube.com/watch?v=zvwuu04BcmI

Näo precisamos que te levem para o panteäo. A tua memória será recordada por aqueles que defendeste. Alguns pensando que säo grandes, seräo pó e esquecimento. Para ti a eternidade. Enquanto houver quem defenda a dignidade, tu serás lembrado.

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Bosta de vaca?

Hoje, a agência de raiting Moody’s garantiu que a classificação de Portugal não baixará de lixo.

Fico mais descansado. Não dormi a semana toda só de pensar que a Moody’s podia baixar o raiting para baixo de lixo… Qual é a classificação depois de lixo: é vómito? Bosta de vaca louca? Tira-me do sono…

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Manifesto (me)!

Manifesto-me, porque já não posso mais calar tanta indignação. Manifesto-me porque me recuso em ser um escravo de uma pseudo-democracia representativa que apenas representa aos mais poderosos, em vez de defender os mais oprimidos.

Manifesto-me, porque me recuso ser dirigido por dirigentes dirigidos.

Manifesto-me, porque no meu país, só alguns, e só alguns têm liberdade e a grande maioria não tem alternativa.

Manifesto-me. Manifesto-me porque em Portugal não existe democracia, existe uma oligarquia disfarçada de eleições, que manda sem ser eleita. Manifesto-me porque me recuso em que o meu silencio seja conivente com a destruição do ensino publico, com a destruição do serviço nacional de saúde, com o desmantelamento da protecção do ambiente, com a venda ao desbarato de sectores estratégicos, com a destruição e degradação galopante do estado social.

A defesa do ensino público é fundamental para uma sociedade que se quer justa e igual. A existência de colégios para alguns (os mesmos que depois nos irão governar sem serem votados), alem de ser moralmente repugnante, é o desprezo mais inequívoco para uma população e a permanência da desigualdade e da injustiça.

Manifesto-me, porque no meu país não existe politica, nem políticos. Existe uma partitocracia cristalizada e subordinada ás grandes famílias económicas. E não pode haver politica nem políticos, porque não existe sentido da res pública. E o que é mais grave, é que também não há democracia, porque simplesmente não há alternativa.

Manifesto-me, porque isto não é uma crise económica ou financeira. É uma crise ética e politica.

Hoje mais do que nunca é preciso manifestarmo-nos. Manifestarmo-nos para que sejam levadas a cabo as reformas que o país necessita e não os recortes e o roubo que nos submetem.

É preciso exigir as reformas necessárias tanto tempo adiadas, vendidas, retalhadas.

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“Aos escravos nunca faltou trabalho”

 

Palavras sábias do padre Jardim Moreira, hoje no debate do BE em Aveiro.

Tenho alguma dificuldade em entender como pode o país sair da crise guiado por uma assembleia da república com 230 deputados, o que considero demasiado, e com políticos que fazem do “carreirismo” a sua única arma. O que quero dizer? No meu entender, um país que se preze, deve ser guiado por políticos respeitados pelo seu percurso profissional, que sejam avalados pela sua trajectória social, que tragam as suas credenciais do mundo laboral, apoiados na sua experiência, para o mundo político.

Não acredito em políticos cuja única profissão que tiveram foi ser políticos. Nem acredito em políticos que utilizam a sua estada em Governos para conseguirem postos de trabalho em empresas, normalmente algum posto executivo e não poucas vezes em lugares que foram fiscalizados por si enquanto governantes. Isto é promiscuidade. Prostituição política e social.

Somos governados por um “Jota”, que na verdade nunca teve um sólido emprego, apenas se conhece como delfim de Cavaco e do Correia. Talvez por isso, vemo-lo tão alegremente submisso na sua falta de qualidade como negociador dos interesses portugueses. Na verdade é um fiel técnico em busca da aprovação da sua chefe alemã.

Na oposição tampouco temos melhor vento, com outro seguidista socialista, beija-mão de Soares e Guterres, empacotado numa Jota.

No CDS-PP os tais que se sentem mal no Governo mas tem de ser assim porque somos obrigados pelos mauzões do PSD, vemos das maiores aberrações da política: João Almeida. O simples olhar do CV deste jovem-jota faz-me vomitar: http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/Biografia.aspx?BID=1657

E chegou onde chegou, é vice-presidente do grupo parlamentar e porta-voz. Faz-me pensar que aquela Assembleia da República nem com lixívia lá vai. Há nódoas que simplesmente não querem sair.

Até 2009 Duarte Lima foi deputado. Hoje o que se sabe deste homem dá a alguém alguma confiança?

Pedro Santana Lopes o mesmo. Igualmente, afundado em asneiras, quantas vezes já prometeu abandonar a política?

Cavaco Silva que vendeu Portugal à UE no final dos anos 80 a troco de subsídios e da promessa que os portugueses seriam a “mão-de-obra chinesa europeia”, foi eleito por segunda vez para a Presidência da Republica e fala do passado como se nunca tivesse participado nele.

Os grandes partidos políticos portugueses estão podres. Os que ganham eleições estão minados de interesses e de costas quentes.

E o povo manifesta-se. Mas continua a votar nas mesmas bestialidades.
E a nós, que opção se nos põe em cima da mesa?

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afectados por la hipoteca

A magnitude dos problemas das famílias desalojadas por não poder pagar as suas hipotecas, em Espanha e, se me permitem, em Catalunha e País Basco, é muito maior que em Portugal. Não sei quantas famílias foram desalojadas este ano em Portugal (se alguém sabe de uma fonte credível, agradeço que me indicasse), mas em virtude da origem desta crise uma família já é um escândalo.

Ainda assim em Portugal, as reivindicações pelo direito a uma habitação são ténues e quase desapercebidas, afastadas dos meios de comunicação. Na Catalunha, formou-se uma plataforma de afectados pela hipoteca, que conseguiu estar quase quotidianamente nos jornais da noite. No seu início eram uma rede de pessoas que trocavam mensagens, quando alguma família recebia ordem de desalojo de sua casa e rapidamente se mobilizavam em frente da casa impedindo a entrada da polícia.

Desde muito cedo, também contou com uma excelente porta-voz que apresentava um discurso coerente e ininterrupto, Ada Colau que ainda se mantém. Recentemente esta plataforma acusa o recente diploma do governo de não resolver nada e de ajudar ainda menos.

Hoje, mais do que nunca, é preciso unir-nos. As forças do mercado e o afastamento das instituições dos cidadãos (que deviam defender) obrigam que a reivindicação de direitos fundamentais, como é a habitação, a saúde ou a educação a uma junção de esforços, em grupos cada vez mais organizados. É preciso “empoderar” a sociedade civil. É preciso equilibrar as forças. Os partidos, podres por dentro, não defendem os interesses da sociedade civil, mais interessados em querelas politicas fúteis. Cada vez mais é preciso grupos bem organizados, com uma boa comunicação e que tenham representantes bem preparados, porque a censura será cada vez maior.

Deixo-vos com o link da plataforma:

http://afectadosporlahipoteca.wordpress.com/

Em Portugal:

http://www.habita.info/search/label/comunicados

Margalho, N. Barcelona

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